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A FENACOR É O INSTRUMENTO NECESSÁRIO PARA AS RELAÇÕES INTERSINDICAIS


Fonte: Portal Nacional de Seguros

Talvez, em algum momento, alguém entenda o meu raciocínio de forma equivocada. Eu sou corretor de seguros e sócio do sindicato gaúcho. Acredito no debate, e não sou mais que uma formiguinha no universo desta nossa profissão, e no anseio de medidas protetivas para nossa categoria. Um simples instrumento que tem algum acesso a informação e que manifesta o pensamento sem condicionar a prerrogativa à falta de debate, com isenção e pensamento próprio. Assim, conhecido por alguns, creio ter o respeito para manifestar mais esta opinião sobre fatos da nossa profissão.

O caso aqui diz respeito às instituições e prerrogativas de governança e representação. O fato é a análise da instituição FENACOR. Corporativamente, temos que entender a necessidade de sua existência, objetivando princípios compreendidos como necessários ao bom andamento de nossa profissão. Portanto, a análise conjuntural dá posse à ideia de uma centralizadora das relações intersindicais. Entretanto, você pode aludir algumas deficiências ao conjunto da obra.

Como o objetivo de meus escritos nunca foi retratar negativamente a ação das pessoas, quaisquer que sejam elas, mas elogiar a conduta de pessoas por atos praticados, a conotação deve estar inserida com as minhas duas visões: A mecânica da administração e o corpo da administração. Também, podemos exemplificar como uma CPU com hardware e software. Portanto, temos os bens tangíveis e intangíveis, próprios de uma organização como a nossa. Neste caso, primeiramente, consideremos que a FENACOR seja o corpo da administração, ou o hardware. Lembrando também que a mecânica sindical admite a criação de outras centrais sindicais, quando há uma divisão, necessidade, número mínimo, diferenciação e atuação. Por isso, interessa-nos a admissão do benefício da existência do ente unificador.

A Federação, como instrumento da categoria, ou como central sindical, absorve prerrogativas e compõe união física, como consequência da visão passada, sobre a necessidade de interligação dos ideais regionais. Por isto, a forma associativa está plenamente correta, no montante da conotação sindical. Mas não sou apenas ciente de movimentos que querem compor outras bases sindicais, mas reitero a convicção de que, se o fato é o descontentamento, por alguma razão, pela mecânica da administração, não conseguiria também redundar no novo corpo criado? Não seria a ilustração do fato relevante da política brasileira? Criaríamos um novo país quando achássemos que o interesse público não condiz com a visão de governabilidade desta nação? E, pior, lutaríamos contra o Brasil, quando temos o voto e a democracia para interferir em decisões legislativas? A recente manifestação brasileira fez tremer estádios. A voz ativa, ainda que não se saiba direito o que aconteceu e sobre o que se reivindicou, amuou a condição política brasileira, com ecos no mundo todo. Dilma, a presidente, sentiu a popularidade cair e movimenta-se para levantar a moral governista e atender ao anseio popular. E ela está certa!

A democracia, em todas as áreas, e em todos os movimentos, pede respeito. A Fenacor é o corpo governante, o hardware. Mas não poderia deixar de falar que, ainda que não concorde com todos os rumos que a mecânica da administração dá ao corpo da administração, nem por isso deixaria de contribuir com a valorização da FENACOR como instituição de interesse da categoria. Porque as demais coisas, com todo respeito ao gestor, com contribuição de ideias e ideais, devemos passar aos que dirigem a nossa federação.

Mas eu sei que não há o absoluto humano, inclusive, na opinião. Eu sei que, dependendo da emoção e instinto argumentativo, o meu artigo fomentará o debate; que ótimo. Mas a minha opinião é esta.

Armando Luis Francisco


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