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Setor de seguros do Estado cresce 26% em 2013


Fonte: Jornal do Comércio RS

De acordo com o presidente da CNSeg, tendência de elevação dos negócios vai se manter em todo o País
Jair Stangler

O setor de seguros do Rio Grande do Sul cresceu 26% entre janeiro e junho de 2013 (de R$ 1,41 bilhão para R$ 1,78 bi), segundo dados da CNSeg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização). O número é superior ao expressivo valor registrado em todo País no mesmo período, de 18,29% (de R$ 22,74 bi para R$ 26,9 bi).

O presidente da entidade, Marco Antônio Rossi, que participou ontem de reunião-almoço da Câmara Brasil-Alemanha de Porto Alegre, acredita que os números devem se confirmar no final do ano. "Esperamos um crescimento de 19% em todo País e de 26% no Rio Grande do Sul. A área de seguros vive momento especial. Desde a década de 1990, normalmente a gente tem alcançado crescimento acima de 10%. Antes, nossa participação no PIB era inferior a 2%. Hoje, nós temos uma participação de 5,7%", comemorou.

O diretor-presidente do Sind-seg/RS (Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul), Julio Cesar Rosa, foi cauteloso ao avaliar o crescimento acima da média do setor no Estado. "Acredito que seja em função do bom momento da agricultura. Os produtores contrataram mais seguro rural (aumento de 99%), talvez por precaução, influenciados pela quebra da safra em 2012." Além disso, Rosa lembrou que a safra recorde deste ano pode ter estimulado o consumo de bens como, por exemplo, automóveis, nos quais também foi observado um crescimento significativo de vendas de seguros. "Mas esse crescimento é relativo, reflete um momento", ponderou Rosa.

Mas, para Rossi, a tendência de elevação dos negócios ainda vai se manter em todo o País. "Temos um número enorme de oportunidades para avançarmos. Somos o 15º país do mundo em seguros. Em algumas áreas, a penetração dos nossos produtos ainda é extremamente baixa na sociedade brasileira", revela. De acordo com o presidente da CNSeg, apenas 10% da população conta com seguro de saúde dental, 25% com seguro saúde e só 40% da frota de automóveis têm seguro. "O seguro do automóvel neste ano tem crescimento acima de 20%, também alavancado pelo crescimento da economia", destacou Rossi. A ampliação da classe média também tem impacto no resultado do setor. "A classe C compra produtos e isso tem gerado crescimento para o setor como um todo", afirmou.

Segundo Rossi, além do crescimento econômico e do mercado de trabalho aquecido, o brasileiro está hoje mais consciente da necessidade do seguro. "Era muito comum o brasileiro enxergar o seguro vinculado ao automóvel. De 20 anos para cá, surgiram novos produtos, e a visão do brasileiro se ampliou muito nessa área", avalia.

Para o dirigente da CNSeg, a previdência privada e a saúde suplementar são os grandes destaques do setor, que apresenta crescimento em todas as áreas. "Esses produtos na verdade acabaram virando objeto de desejo da população. Quando se realizam pesquisas sobre aquilo que a classe média gostaria de ter, representam um diferencial para a classe média, sempre a área de saúde e a previdência complementar aparecem entre os 10 pontos de maior necessidade do consumidor", comentou Rossi.


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