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Aumento de crime impacta no seguro


Fonte: Míriam Bonora

Os crescentes índices de roubos e furtos de veículos devem fazer com que os proprietários paguem mais pelas apólices de seguros, principalmente os que possuem os carros considerados mais visados. Conforme noticiado na edição de ontem, Sorocaba registrou aumento de 53% em roubos e 7,5% em furtos de veículos de janeiro a agosto deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. As corretoras de seguros não sabem precisar quanto deve ser o aumento médio nos seguros, por conta dos diferentes fatores que influenciam no preço, mas concordam que essas estatísticas tendem a encarecer o serviço. Também não há uma data para os reajustes, pois os dados são avaliados mensalmente.

O diretor regional do Sindicato dos Corretores (Sincor-SP), Gilson Domingues de Morais Filho, comenta que os que geralmente sofrem maior impacto são os veículos populares, principalmente os modelos Gol, Uno e Palio, que são mais visados para roubo e furto, justamente porque são os mais fabricados e vendidos. "Às vezes um seguro para o Gol chega a ser bem mais caro do que para um veículo de R$ 70 mil ou R$ 80 mil, por exemplo, porque este último geralmente não tem índice alto de roubo", contextualiza.

Essa afirmação é sentida no bolso do aposentado Francisco Moraes, de 58 anos. Ele renovou em julho o seguro de seu Gol modelo 2010 e em setembro de seu Citroen Aircross ano 2013. "Senti quase 40% de aumento e me assustei. O Gol teve sinistro e eu perdi o desconto, mas mesmo assim aumentou muito, foi de R$ 1.400 para R$ 1.900. Já o Aircross, que vale quase o dobro, eu paguei cerca de R$ 1.500 ", comenta Moraes.

O corretor de seguros da Confia, Luciano Henrique dos Santos, relata que as seguradoras não conseguem repassar todo o aumento dos custos. "O roubo ou furto de veículos tem o maior peso no resultado final, pois na prática e em caso de não localizar o veículo a indenização é total. Porém, não tem uma receita. O repasse acaba sendo, em média, de 10%", avalia. Como um parâmetro, o corretor comenta que o preço médio de seguros para os carros mais visados varia entre R$ 1.500 e R$ 2.000 geralmente, e que os menos visados custam em torno de R$ 1.300, em média, mas que há diferentes perfis para determinar os valores exatos.

Luciano acrescenta que esses preços variam de cidade para cidade e mesmo de CEP para CEP. "As seguradoras avaliam os bairros, ruas e avenidas onde há mais índices de roubos, furtos e batidas. Na zona norte, por exemplo, o índice de roubo é maior, o que impacta no preço dos seguros. Então não tem como precisar um aumento universal, vai depender de onde a pessoa mora e trabalha também".

O diretor do sindicato complementa dizendo que há outros aspectos que impactam no preço das apólices, como a idade do condutor (até 25 anos o preço é maior); tempo de habilitação, estado civil (solteiros pagam mais) e até se a pessoa tem filhos entre 18 e 25 anos, entre outras características como a idade do veículo (quanto mais antigo, mais caro o seguro). "O índice interno, da própria seguradora em relação aos sinistros de veículos de sua carteira de apólice, acaba contando mais do que o índice geral da polícia, externo. Além disso, eu já atendi clientes esse mês em que o seguro foi renovado e permaneceu o mesmo valor, outros até ficaram mais baratos porque, por exemplo, casaram ou mudaram o perfil de idade. Então são muitos fatores que interferem", diz Domingues.


Dicas


Para quem vai adquirir uma primeira apólice ou renovar o seguro do carro ou moto, algumas atitudes podem ajudar a conseguir um preço mais baixo. A principal delas é a pesquisa, orienta Santos. "O ideal é pedir para o corretor cotar os valores em várias seguradoras, porque os preços variam muito de uma para a outra de acordo com o perfil de cada cliente". Outras medidas que fazem o bolso pesar menos são a instalação de dispositivos de segurança, como alarme sonoro e rastreadores, além de manter o veículo em garagem tanto no trabalho quanto na residência.


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