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Pensar no cliente é oferecer o melhor que ele pode pagar?


Fonte: C Q C S - CRISLAINE CAMBUÍ

Para o corretor da Niasa Corretora de Seguros, Rafael Lopes Ferreira, "pensar no cliente, é oferecer o que ele pode pagar". Segundo ele, os preços oferecidos pelas seguradoras são, em muitos casos, absurdos. "A ideia é colocar em cheque a configuração do custo. Será que esta configuração é adequada aos clientes e está dentro das suas possibilidades de pagamento?", indaga.

Ele conta que o ideal é apresentar a cotação da seguradora que oferece o máximo de coberturas pelo valor mais acessível, além de avaliar o atendimento de cada companhia. "Logo, posso citar quatro questões essenciais para fecharmos o seguros: cobertura, serviço, benefício e atendimento".

Compartilhando essa opinião, Antonio Luiz Neto, da Mavol Corretora de Seguros, ressalta que hoje existe "uma guerra de mercado". Sendo assim, o mais importante seria realmente oferecer o melhor produto, pelo menor preço.

E cita o exemplo: "Em uma determinada seguradora, o carro do meu cliente fecha em R$ 5.000,00. Em outra, eu encontro praticamente as mesmas coberturas, por um valor abaixo de R$ 4.000,00. Qual a cotação que o cliente vai aprovar? É claro que o menor preço. Eu vou perder o cliente por visar apenas o nome da seguradora?", enfatiza Antonio.

Em contrapartida, o corretor da Panho Corretora de Seguros, José Adenir Panho, afirma que o mercado precisa trabalhar o produto. Pois, em muitos casos o corretor incentiva vender preço, mas oferece pacotes que não tem explicação, e que muitas vezes deixa o cliente na mão.[2]

"O segurado sempre vai preferir pagar pouco na hora de fechar o seguro. Mas, na hora que precisa do atendimento, aquele pacote cobre o que ele precisa? De que adianta enganar o cliente, fazer com que ele fique feliz na hora de fazer um seguro por estar pagando pouco, e na hora que ele precisa ficar na mão?", completa.


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