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Obstáculos enfrentados pelo corretor: qual seria a solução?


Fonte: c q c s/Crislaine Cambuí

O corretor de seguros para prestar um bom atendimento ao cliente precisa estar munido de conhecimento dos produtos que irá oferecer. Para isso é necessário que ele participe de treinamentos, se atualize constantemente e se dedique muito a profissão. Porém, ainda assim o corretor enfrenta vários obstáculos na sua jornada como, por exemplo, os impostos.

Segundo o presidente do Clube dos Corretores do Rio de Janeiro, Amilcar Vianna o principal problema a ser destacado é a elevada carga tributária que os corretores são obrigados a pagar. "Nós já levantamos de manhã com uma âncora pesadíssima de impostos. Isso é algo muito negativo".

Entre as taxas estão o PIS, COFINS, Imposto de renda e ISS - que geralmente varia por região. Vianna confessa que a carga tributária chega a levar 20% da renda da corretora. "Só a inclusão no Simples poderia trazer ao corretor uma realidade razoável", afirma.

Outra questão apontada por Vianna é a concorrência desleal por parte dos bancos, que de certa maneira influência muito na produção do corretor. Além disso, tem ainda a atuação das cooperativas que fazem os seguros de forma irregular por um preço abaixo do mercado, o que atraí muitos clientes.

Já o diretor executivo do CQCS, Gustavo Doria Filho, acredita que o maior problema do corretor é ele mesmo e a dificuldade de repensar o seu negócio. "O corretor fica fazendo a mesma coisa e repetindo o mesmo processo, achando que terá um resultado diferente". De acordo com Doria, este profissional continua fazendo a abordagem ao cliente como fazia há 20 anos, sem ao menos modernizar na comunicação.

Entretanto, há muitas maneiras de se reverter essas situações. Para Vianna, o que precisa melhorar é a quantidade de treinamentos oferecidos aos corretores e mais alternativas de seguradoras. "O mercado é muito concentrado em algumas companhias e essas nem sempre são sensíveis ou estão dispostas a encarar todos os riscos, ou absorver a necessidade dos segurados".

Apesar de todos os problemas, o corretor continua sendo a principal referência de profissional para a contratação de uma apólice. Ou seja, a figura do corretor não será substituída por nenhum outro canal. O importante é que o mercado consiga acompanhar as mudanças que estão surgindo com a chegada de um novo consumidor. Por conta disso, Doria sugere que os corretores parem de pensar em apenas prospectar e comecem a atender melhor os seus clientes.

"Se vendeu o seguro de Automóvel, por exemplo, não faz sentido correr atrás de um novo segurado para Auto. Este profissional precisa entender que se ele fizer o seguro Residencial e o seguro de Vida deste mesmo cliente, ele passará a sensação de proteção que o segurado precisa. E, com certeza, este cliente não vai trocar de corretor por causa de R$ 100,00 no seguro", conclui.


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