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Associações piratas crescem no interior do Rio Grande Sul e são denunciadas por corretores


Fonte: SEGURO GAÚCHO

O mercado de seguro irregular está crescendo no interior do Rio Grande do Sul. Corretores e seguradoras denunciam a atuação ilegal de pelo menos duas associações, que oferecem serviço de proteção veicular em São Marcos. As empresas têm sites e deixam explícitos os produtos oferecidos aos consumidores. O presidente do Sincor-RS, Ricardo Pansera, condena a ação.

"Temos mais uma unidade, uma cooperativa pirata de Santa Catarina, implantando uma filial no interior do Rio Grande do Sul, que está tirando a produção do corretor pequeno. Nós temos que minar isso. Temos que ter uma ação mais efetiva do governo, através da Susep, ou do Ministério da Fazenda, ou da Receita Federal, já que são empresas que atuam sem nenhum custeio e nem previsão de tributação."

O corretor Armando Luis Francisco, da Porto Serra, de Caxias do Sul, relata que existem diversas cooperativas ou associações que estão sendo constituídas com a finalidade da proteção veicular.

"Na realidade, é uma questão de ilegalidade, porque somente seguradoras estão autorizadas a oferecer essa proteção. A Susep deveria interferir imediatamente, demonstrando que é o órgão regulador, e os sindicatos das seguradoras, os sindicato dos corretores de seguros, devem oferecer denuncias tanto à procuradoria do Estado, como à Susep".

Para ele, se os órgãos governamentais e as entidades interferissem na questão, a situação poderia ser coibida.

"Iria inibir a exposição e a participação dessas empresas, que não acreditam na penalidade. Por isso que a intervenção governamental nesses casos visa defender os interesses dos consumidores em geral. Existem regras a serem seguidas, existem garantias a serem dadas, e é necessário um lastro para agir como seguradora".

Armando ainda lista as perdas e fraudes que podem afetar as pessoas que optam por esse tipo de serviços oferecido.

"Os consumidores estão sendo iludidos com promessas. Primeiro porque a taxa que a estão oferecendo para segurar o carro muitas vezes é equivalente ao mercado normal de seguros; segundo porque eles não contratam o RCF (Responsabilidade Civil Facultativa de Veículos) e isso gera um custo à parte ao consumidor; terceiro porque eles não dão as garantias solicitadas pela Susep para as seguradoras; e caso seja lesado, o consumidor não tem para quem reclamar".
O presidente do Sincor-RS, Ricardo Pansera, concorda com os argumentos colocados pelo corretor e ressalta que as empresas irregulares geram uma concorrência desleal.

"Essas associações que agem assim não tem nenhum embasamento técnico de solvência, e nem são fiscalizados por um órgão responsável. Elas ficam atuando à vontade, enquanto há profissionais responsáveis que trabalham nas corretoras de seguro. Esse tipo de empresa não tem tributo nenhum, é uma concorrência desonesta. Nós temos que nos unir para combater esse tipo de ingresso de associações piratas que aparecem no mercado, e tiram o negócio honesto dos corretores de seguro".


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