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Fonte: C Q C S
A Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP) promoveu um debate sobre a Educação Financeira durante o evento Café com Seguro, realizado nesta segunda-feira, 26 de maio, no Rio de Janeiro. Os palestrantes Natalie Hurtado, Assessora Técnica da Diretoria Técnica da Superintendência de Seguros Privados (Susep), e Marcos Ribeiro Barreto Jr., vice-presidente do subcomitê para a América Latina da Associação Internacional Atuarial, abordaram questão importantes sobre o tema.
Natalie relatou o panorama da sociedade sobre o assunto. Para ela, a nossa sociedade é de consumo e não tem a educação de poupar.
"A ideia é transformar a mentalidade das pessoas para que elas passem a poupar, para que elas saiam da posição de endividado para a de poupador. E o nosso mercado de seguro é justamente o que incentiva a poupança. Nosso mercado de previdência é o grande precursor disso, junto com os bancos. O seguro, por si só, fala de poupança de longo prazo, de aposentadoria".
Segundo ela, o equilíbrio na vida financeira é o meio termo entre o consumo e a poupança, e para isso é necessário educação financeira. A técnica da Susep falou ainda que é necessário diferenciar o desejo da real necessidade.
"É importante a gente ter consciência do que a gente precisa, do que a gente quer e aquilo que a gente pode ter".
A acadêmica Ana Rita Petraroli, diretora de relacionamento com as entidades seguradoras e resseguradoras e organizadora da palestra, levantou a questão de como sensibilizar as pessoas que ainda não tem consciência da relevância dos produtos de seguro. Levando em conta a nova classe média e as classes mais baixas, Marco Ribeiro Barretto Jr. disse que o mercado tem culpa por não absorver essa parcela da população.
"O mercado tem sua parcela de culpa por essas pessoas não adquirirem certos produtos porque não de enquadram nos padrões pré-estipulados. As seguradoras não "aceitam" esse novo consumidor, quem tem restrições. O mercado limita demais e impõe muitas exigências. Acho que as seguradoras deveriam ser mais flexíveis e atender melhor essas pessoas com condições financeiras menos favoráveis. Por isso o papel das seguradoras é fundamental para essa sensibilização do consumidor".
Com o foco mais na velhice, Marcos ponderou o gerenciamento dos recursos para viver bem em todas as fases da vida, inclusive na aposentadoria.
"É preciso pensar na vida para administrar as despesas, os gastos. Educação financeira é cuidar da renda, orçar o que vai consumir. Temos que nos preocupar em educar porque no futuro os idosos serão um problema social. Sem planejamento, eles vão lotar os asilos ou ficarão desabrigados. Tem que haver preparação para o momento de envelhecimento. É preciso ter oportunidade de decisão, se preparar e planejar".
José Américo Peon de Sá, diretor da ANSP no Rio de Janeiro, finalizou dizendo que as pessoas precisam ter a capacidade de entender e discernir o que é realmente necessário.
"É muito difícil para as pessoas abrirem mão do desejo para optar pela real necessidade. Falta educação financeira, mas antes as pessoas precisam ter a capacidade de entender".
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