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Feira de Imóveis movimentou R$ 98 mi em negócios


Fonte: Ana Cristina Santos

A 1ª Feira de Imóveis e Oportunidades realizada pela Caixa Econômica Federal, em Três Lagoas, contabilizou R$ 98,6 milhões em negócios. A feira, que começou na quinta-feira passada e terminou no sábado à noite, recebeu quatro mil visitantes durante os três dias de evento.

De acordo com o gerente da Caixa Econômica Federal, Clovis Luciano Martins, todos os imóveis disponíveis, aproximadamente dois mil, foram vendidos durante a feira, que teve 641 compradores. No primeiro dia, o evento movimentou R$ 8 milhões em negócios, no segundo, R$ 30 milhões e, no último, R$ 60, 6 milhões.

Martins informou que todo o estoque dos imóveis disponíveis através do Programa Minha Casa, Minha Vida foi negociado. O valor médio dos imóveis vendidos foi de R$ 153 mil. "Vendemos imóveis de valores intermediários e de alto padrão. O teto foi imóvel de R$ 770 mil, um valor considerável também. A feira atendeu todas as classes, vale ressaltar que, a oferta de imóveis do Minha Casa, Minha Vida, era pequena por isso se esgotou", declarou.

Segundo Clovis, o resultado desta primeira feira superou as expectativas da Caixa, das imobiliárias, das incorporadoras e da comissão organizadora. "Essa feira era a cereja que faltava no bolo do mercado imobiliário de Três Lagoas.

Todos venderam, as imobiliárias, as construtoras, as incorporadoras, todas realizaram bons negócios. No final da feira, ouvimos as pessoas dizerem que venderem o equivalente a cinco meses", comentou.

A princípio, a Associação dos Corretores de Imóveis previa que a feira iria movimentar R$ 10 milhões em negócios. Entretanto, para a surpresa de todos, movimentou quase dez vezes mais que o valor inicial previsto. "As pessoas que visitaram o evento no primeiro dia, voltaram no segundo para consolidar. E, no terceiro dia, muitas pessoas que voltaram, não tiveram mais como fechar negócio, porque alguns imóveis já tinham sido esgotados. Todo o estoque do Minha Casa, Minha Vida disponível em Três Lagoas foi vendido, já tem até lista de espera", destacou.

De acordo com o gerente da Caixa, o próximo passo será o de certificar da aprovação do crédito dos que foram até a feira e assinaram as propostas, deram a entrada. "Todos os imóveis do feirão recebem rotina diferenciada, são prioridades. A Caixa tem um sistema que faz o gerenciamento do feirão, onde contabiliza o volume de negócios transacionados ou tabulados e, agora, ela começa a monitorar a transação desses negócios até para que tenhamos a convicção de quanto desse valor vai ser transacionado dentro da instituição. O nosso desejo é que, até 30 de junho possamos finalizar o negócio", esclareceu.

O maior diferencial nas regras do Feirão Caixa, segundo Martins, é para quem assinar até 31 de julho, pois pode optar por ter carência, pagando a primeira amortização no mês de janeiro do ano que vem. "Por isso, o nosso desejo é que possamos receber a documentação e, dentro de 15 dias, estar agendando a assinatura", salientou.

Na avaliação do gerente da Caixa, o resultado do feirão, ou seja, a venda dos imóveis, certamente vai refletir no preço do aluguel em Três Lagoas. Na realidade, segundo ele, a oferta de imóveis nos últimos 12 meses no município tem refletido na questão do aluguel em Três Lagoas. "O perfil da maior parte que comprou os imóveis no feirão, são de pessoas que estão na cidade há, pelo menos, um ano e meio. São pessoas que vieram, conseguiram emprego, decidiram se enraizar aqui e, agora, se encorajaram e estão comprando, então isso acaba refletindo na questão do aluguel, já que passa a sobrar mais imóveis", destacou.

Ainda de acordo com Martins, a perspectiva é de que muitos negócios possam ser fechados, e concretizados depois da realização dessa feira. "As equipes das imobiliárias que foram visitadas anotaram os dados e pegaram as informações do imóvel que o visitante desejava. Então, o volume de negócios pode ser maior", salientou.


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