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Um vice com projetos


Fonte: Diário da Manhã

O candidato a vice-governador na chapa de Iris Rezende é o deputado federal Armando Vergílio (SDD). Ele traz para a coligação experiência administrativa e consistente ação política representada por uma eleição para a Câmara Federal com mais de 103.000 votos em 2010. Tido como um dos coringas da coligação por sua versatilidade em atuar em diversas frentes e uma rara habilidade para negociação, o candidato a vice explica que pretende sugerir propostas de amplo alcance e de execução facilitada.

Armando tem origem na iniciativa privada em uma área do mercado que é altamente seletiva e somente quem se desponta consegue se manter. Como empresário da área de seguros, ele alçou voos altos chegando a ser um dos principais dirigentes nacionais e presidir a poderosa Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão do Ministério da Fazenda que cuida de seguros e previdência privada. Na área pública, Armando Vergílio ocupou quatro pastas distintas no governo do Estado. Foi secretário de Governo, do Trabalho, de Articulação e das Cidades. Portanto, não é nenhum neófito na política, ao contrário é experiente no circuito.

"Pretendo auxiliar o governador nas missões que ele me delegar e dar continuidade a projetos que tenho em mente e que sei serem possíveis de executar", comenta. Armando comanda em Goiás o novíssimo partido Solidariedade, agremiação que abrigou tantos deputados, senadores, prefeitos e vereadores que já nasceu brigando com os partidos médios, com tempo na propaganda eleitoral gratuita e espaço no bolo do fundo partidário.

Em entrevista ao Diário da Manhã, o deputado Armando Vergílio falou de sua participação na chapa com Iris Rezende rumo ao governo de Goiás e das possibilidades de transformar o Estado com suas propostas políticas.

Diário da Manhã - Qual será sua contribuição para essa chapa com sua experiência administrativa?

Armando Vergílio - Eu já ocupei cargos importantes na iniciativa privada como em funções públicas. Fui secretário de Estado quatro vezes e comandei uma autarquia federal que equivale ao Banco Central, só que na área de seguros, previdência e capitalização e representa hoje mais de cinco por cento do Produto Interno Bruto brasileiro, também como deputado federal agora nos últimos quatro anos. Nós estamos à disposição desse projeto para nesse primeiro momento fazer Iris governador e Ronaldo Caiado senador, elegendo o maior número de deputados federais e estaduais e depois vou colaborar com o governador Iris Rezende me incumbindo as missões que ele me confiar, usando essa experiência. Minha disposição é muito grande, primeiro para que possamos consolidar a vitória de Iris Rezende e Ronaldo Caiado e depois me coloco à disposição do governador para auxiliar no que for necessário.

Diário da Manhã - Conhecendo a realidade de Goiás, quais são suas propostas para a administração?

Armando Vergílio - Goiás está precisando de ações de concretude. Está sobrando discurso, mas está faltando ações que visem efetivamente resolver os problemas. Temos problemas como na área de infraestrutura que são gravíssimos e que hoje são impeditivos para a continuidade do desenvolvimento do Estado. Nós temos outros grandes problemas, como na segurança pública que requer uma atenção especial e muita vontade política para resolver. Sem falar nos problemas de mobilidade urbana, principalmente no transporte coletivo de massas, em que os dois grandes aglomerados urbanos que temos, que é a Região Metropolitana de Goiânia e o Entorno do Distrito Federal. Precisamos também de ações que melhorem a atividade privada e o setor produtivo, principalmente os micros e pequenos empreendedores. Se hoje nós temos um saldo positivo de geração de empregos não se deve às grandes indústrias, mas sim aos pequenos empreendedores. Às vezes assistimos um empenho e um gasto muito grande para trazer uma grande indústria e não vejo nenhuma ação para o pequeno e microempresário e são esses que geram emprego e renda em maior escala.

Diário da Manhã - O senhor propõe mais incentivos para as micro e pequenas empresas?

Armando Vergílio - Sim, claro, que se planeje e incentive o setor de serviços, comércio e indústria. Temos muito a nos orgulhar desse projeto que tem propostas concretas e exequíveis, que vão ao encontro das reais realidades da população goiana e no sentido de resolver seus principais problemas.

Diário da Manhã - Qual é sua proposta para melhorar a participação política da população na gestão pública?

Armando Vergílio - Um governo tem de ser colegiado, saber ouvir e sentir o que pensa a população. É o povo que elege e tem direito de ajudar a administrar, opinando, fazendo suas sugestões e principalmente acompanhando. Nós temos tantas promessas não cumpridas, compromissos não resgatados com a população. Foi isto que me motivou a romper com a base aliada do governo há mais de dois anos e me juntasse à oposição para fazermos uma alternância de poder. Precisamos renovar a forma de fazer política e de ocupar o poder. Goiás tem uma infraestrutura muito boa que foi construída por Iris Rezende em seus dois primeiros governos. Agora precisamos preparar Goiás para os próximos 50 anos.

Diário da Manhã - Qual é outro projeto principal seu?

Armando Vergílio - Tenho um pensamento que considero de fundamental importância para a formação do Estado, que é a inserção dos jovens no mercado de trabalho mas com qualidade dessa mão de obra. Mesmo com baixo índice da população em desemprego, no entanto se observarmos os jovens de 16 a 26 anos veremos que quase 40% dessa faixa está em situação de desemprego, o que é muito preocupante. Isto porque falta qualificação profissional. Vou citar apenas uma proposta que temos para isto: escolas técnicas profissionalizantes. O Estado precisa dispor nas escolas de nível médio de cursos profissionalizantes para qualificar a mão de obra e suprir a demanda que existe no mercado por profissionais bem formados, para que o jovem possa concluir o ensino médio com preparo profissional para que possa ser inserido no mercado de trabalho já sabendo fazer algo de forma plena. É óbvio que precisa de espaço para a formação acadêmica, mas isto também será facilitado se tiver uma formação profissional adequada. É o emprego que faz a inserção social.


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