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Fonte: C Q C S
É preciso inovar, sair do comodismo e desbravar novos ramos. O Corretor de Seguros sempre tem uma carteira de predileção para trabalhar como a de automóvel ou vida, por exemplo. Porém é preciso estar atento aos acontecimentos ao redor para identificar um ramo que pode abrir uma boa possibilidade de alavancar a receita da corretora.
O Seguro Rural ainda é um ramo desconhecido da maioria dos Corretores. Apesar de ser pouco explorado, pode ser uma oportunidade lucrativa, já que é um produto que apresenta tendências de crescimento. "A rigor o segmento dos Seguros Rurais é subdividido nos seguintes ramos: Agrícola, Pecuário, Animais, Aquícola, Florestas, Benfeitorias e Produtos Agropecuário, Cédula do Produto Rural (CPR), Vida do Produtor Rural e Penhor Rural", explica Bruno Kelly, professor da Funenseg.
E por ser um ramo em crescimento constante, há sempre novidades que podem - e devem - ser exploradas. "A maior e mais importante novidade dos seguros rurais são os Seguros de Preço, vinculados aos seguros agrícolas. São uma antiga reivindicação dos produtores, em especial aqueles onde o clima é mais "flat", sem muita oscilação histórica, o que se reflete positivamente na sinistralidade."
A primeira informação que o Corretor deve conhecer é a diferença entre o Seguro Rural e Seguro Agrícola. "Essa é uma confusão muito comum que as pessoas fazem. O Seguro Rural é todo o segmento e tipos de coberturas de seguros que garantem a atividade agropecuária, totalizando nove ramos. Já o seguro agrícola é apenas um desses nove tipos de seguros, que cobrem apenas as explorações agrícolas, como diz o nome", esclarece Bruno Kelly.
Como a cultura do Seguro ainda não é tão difundida entre os produtores e muitos o encaram como uma despesa é importante que o Corretor se destaque diante dessas dificuldades. "Acredito que muitos produtores têm essa postura, pois não conhecem detalhadamente como funcionam os seguros agrícolas. Outra confusão muito comum é entre Seguro Agrícola e PROAGRO, que ajuda a manter essa antiga tendência de enxergar o seguro como despesa."
Há, porém, O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) concedida pelo Ministério da Agricultura, que oferece ao agricultor a oportunidade de segurar sua produção, por meio de auxílio financeiro que reduz os custos de contratação do seguro. Parece antagônico, mas essa proteção pode ajudar o Corretor na hora de fechar uma apólice. "Como a subvenção reduz o valor a ser pago pela produtor/segurado, sem dúvida aumenta o interesse por esse tipo de garantia. Atualmente a subvenção pode chegar a 60% do preço do seguro. Imagine chegar ao cliente e dizer a ele que tem um produto onde o governo paga até 60% do custo? Se custar, por exemplo, R$ 10 mil, o cliente só paga R$ 4 mil. É um argumento que chama a atenção do cliente. No mínimo, ele desejará ouvir", elucida o professor.
Em médio prazo a expectativa de crescimento e inovação deste Seguro é muito boa. "Na verdade o segmento cresceu, e vem crescendo, significativamente e de forma sustentável nos últimos 10 anos. Se inserirmos nessa situação, a vocação para o agronegócio que temos no Brasil, os seguros rurais, em especial o agrícola, fica clara a capacidade de crescimento desse mercado em nosso país. Atualmente menos de 10% da área plantada é segurada. No mercado norte-americano, esse percentual chega à casa dos 80%."
Apesar de todas essas vantagens e perspectivas de crescimento, Bruno Kelly diz que a maior parte dos Corretores ainda não enxergou o potencial de negócios desse segmento. "É verdade que não é um segmento fácil de se trabalhar, há necessidade de um conhecimento técnico mais apurado, além da questão geográfica, que dificulta a ação dos Corretores em determinados estados, mas a pouca concorrência turbina os ganhos daqueles que decidem se dedicar ao segmento."
Segundo dados da SUSEP o ano de 2013 fechou com mais de R$ 1 bilhão de prêmios emitidos, somente nos seguros agrícolas. Considerando a pouca concorrência que ainda existente nesse tipo de seguro, dá para se ter uma ideia de quanto pode ganhar um Corretor em comissões ao longo do ano. E esses números sobem ano a ano.
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