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Seguro totalmente on-line aumenta o preço do seguro!


Fonte: ARMANDO LUIS FRANCISCO

"Assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida".

Mahatma Gandhi
A bobagem escrita na matéria ofendeu uma classe de trabalhadores, os corretores de seguro. Fizeram publicidade da corretagem on-line, mas sem nenhuma razão para isto, atacaram os angariadores de seguros. A bobagem continuou, entretanto, desmerecendo o trabalho honesto dos corretores de seguro e sua forma de ganhar dinheiro com comissões. O ataque foi antiético.

A comparação com Agências de Viagens on-line foi o cúmulo do ridículo. A própria empresa não pode ser comparada as agências que vendem pacotes turísticos de forma on-line, porque não alcançou o mesmo sucesso. Afinal, com bastante tempo de atuação, o seguro contratado de forma totalmente on-line ainda não se posicionou como àqueles que descobriram um negócio hiper-rentável em turismo e hotéis.

Prá valorizar, o Brasil é um gigante em TI e compras pela internet, mas o seguro totalmente on-line ainda não impressiona. Ainda assim, disse alguém: "a grande maioria das pessoas ainda prefere fazer seguros de maneira convencional, com o apoio de um corretor". E esta mesma pessoa responde com total propriedade o porquê do seguro contratado dessa forma não poder ser como ocorre em Londres: "No entanto, a regras do setor no Brasil são mais rígidas e exigem, por exemplo, a intermediação de um corretor, o que ainda dificulta a disseminação da novidade". Ao meu ver porque as Leis protegem o consumidor de seguros no Brasil.

O exemplo de alguns perfis econômicos de empresas que atuam com ponto físico e virtual é um valor a ser considerado. Lojas Americanas, Magazine Luiza, Ponto Frio, Casas Bahia, etc, mostram que a convivência entre estes canais de venda é salutar, inclusive, na mesma empresa.

Não estou dizendo que as corretoras on-line não são merecedoras de uma profunda admiração e incentivo. Estou informando e discutindo o dano à imagem do corretor que continua atuando de forma clássica, imperativa, sob aspecto de conhecimento de seus clientes. Deste modo, a depreciação produzida pela matéria em relação ao nosso trabalho , constrangeu-nos. .

Entretanto, aproveito para colocar a minha opinião: Seguro feito com corretora totalmente on-line onera bolso do segurado. Também necessitam de pesados investimentos em TI, Gestão e Capital humano. E há a necessidade de um marketing arrojado e caro. Nas cotações não temos perdido em preço para o concorrente on-line. No final, através dos vários comentários dos seguradores, há um número gigantesco de cálculos, mas o fechamento, pasmem, na boa parte deste orçamentos é efetivado com corretores clássicos. O corretor tradicional pode dar maiores descontos porque tem um custo menor e uma prestação de serviço bem melhor.

Por isso, a corretora on-line não pode se vangloriar do sucesso que ainda não conquistou. O negócio do corretor é o conhecimento das necessidades de seu cliente. E sua presença é um conforto e segurança para o consumidor. Neste caso o corretor clássico está no mercado há mais de 50 anos, para ser desrespeitado, sem nenhum motivo que seja verdadeiro.

Finalmente, a novidade on-line é um exemplo de uma cultura que ainda pode dar certo no Brasil. O nosso desejo é que o modelo de negócios digital seja próspero. Mas é bom conceituar que a ética nas relações das pessoas deve primar pelo fortalecimento da indústria do seguro. A matéria em si criou preconceito para os demais corretores. Não buscou orientação desses outros profissionais, assim como atingiu, de forma empírica a " verdade desses outros angariadores". Portanto, não ficaremos quietos diante de impropriedades e pedimos que haja interpelação sindical.

Armando Luis Francisco


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