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Como tornar o ambiente corporativo menos suscetivel à fraudes?


Fonte: BRUNO SOARES

- Por Cynthia Catlett e Daiane Fernandes Nabuco

O Brasil vive neste exato momento uma crise econômica e política ancorada em denúncias de corrupção envolvendo políticos e algumas das maiores empresas brasileiras. Mais do que afetar o desempenho econômico brasileiro e onerar a população - cada vez mais insatisfeita -, as denúncias têm mudado a mentalidade nas empresas e, principalmente, dos envolvidos nos processos de seleção e contratação de funcionários. No entanto, ainda há uma pergunta pertinente a ser feita: Há algum método eficaz de tornar o ambiente corporativo e seus profissionais menos suscetíveis às fraudes?

Atualmente, as empresas vêm investindo na melhoria dos seus processos, criando controles mais robustos que possam mitigar ou até mesmo prevenir no acometimento de fraudes, gerenciando assim os riscos que as mesmas estão suscetíveis. A busca por esse aperfeiçoamento tem influenciado também na avaliação do perfil dos fraudadores e dos motivos pelos quais estes realizaram as fraudes, pontos que vêm sendo explorados pelas organizações e que devem ser levados em consideração pelos departamentos de Recursos Humanos, tanto nas novas contratações, quanto na aculturação pelas organizações.

Apesar do forte apelo ético e moral quando falamos sobre fraudes, é importante ter consciência que esses atos ilícitos também provocam perdas financeiras e acarretam diversas outras implicações, fazendo com que o ambiente de trabalho tenha um clima de insegurança e desconfiança entre os funcionários e suas chefias e, em um âmbito geral, ocasionam suspeitas e desconfianças quanto à capacidade de gestão dos seus administradores.

Um dos motivos do crescimento das fraudes é a eliminação de algumas funções da administração corporativa e de controles essenciais em diversos níveis organizacionais. As fraudes, atualmente, possuem diversas formas e características, tornando-se complexas e sofisticadas. Desta forma, são cada vez mais necessárias e importantes, ações, medidas e controles eficazes, que acompanhem os processos tecnológicos e que tornem um ambiente mais seguro, de forma que se possa trabalhar preventivamente.

Já com relação ao fraudador, os principais motivos que o levam a cometer esse ato vão muito além do que pressão no ambiente de trabalho e processos e controles corporativos fracos. O gargalo principal, e que deve ser trabalhado, está na aculturação das pessoas e organizações, principalmente, relacionadas às questões éticas e morais.

Cynthia Catlett é Managing Director da FTI Consulting Brasil e Daiane Fernandes Nabuco é Director da FTI Consulting Brasil


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