Este website utiliza cookies
Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência, otimizar as funcionalidades do site e obter estatísticas de visita. Saiba mais.
Fonte:
Fonte: DCI São Paulo
O American International Group Inc. (AIG) pretende absorver os prejuízos gerados por 12 divisões de seguros depois que suas contas de empréstimos para compras de valores mobiliários sofreu US$ 13 bilhões em baixas contábeis vinculadas ao colapso do mercado de crédito imobiliário de alto risco (subprime) durante os últimos 12 meses.
"A maior seguradora do mundo vai assumir até US$ 5 bilhões sobre qualquer prejuízo com vendas dos investimentos, total superior aos US$ 500 milhões dedicados a esse fim anteriormente", disse Christopher Swift, vice-presidente de serviços de seguro de vida e previdência privada, em entrevista. "O AIG também vai injetar um montante não revelado de capital em algumas das subsidiárias", afirmou.
A Moody's Investors Service e a A.M. Best Co. citaram as baixas contábeis em maio, quando rebaixaram a classificação de crédito do AIG, sediado em Nova York.
O Morgan Stanley, segundo maior banco de investimentos dos Estados Unidos, deverá ter sua classificação de crédito de longo prazo, de Aa3, rebaixada pela Moody's Investors Service, depois de providência semelhante tomada pelo Standard & Poor's no início deste mês.
As autoridades reguladoras do governo estadual do Texas disseram não saber que a AIG estava investindo garantias em dinheiro da divisão de empréstimos para a compra de títulos em ativos vinculados ao mercado de alto risco e que estavam preocupadas com a possibilidade de as divisões de seguros não terem feito reserva do capital suficiente para cobrir os potenciais prejuízos.
"Sabíamos dessa carteira, mas não tínhamos transparência sobre o que ela continha porque ela não constava do balanço patrimonial", disse Doug Slape, analista-chefe do Departamento de Seguros do Estado do Texas em Austin, que supervisiona três seguradoras da AIG que sofreram cerca de 60% das baixas contábeis.
A redução dos valores dos ativos da carteira de empréstimos para a compra de valores mobiliários era parte dos US$ 38 bilhões em baixas contábeis antes dos impostos registrados pela AIG durante os últimos três trimestres. Esse total incluiu reduções de US$ 20 bilhões sobre os seguros conhecidos como credit-default swaps, que protegem o investidor contra a inadimplência da empresa tomadora, e US$ 18 bilhões em papéis referenciados em contratos de crédito imobiliário e em ativos, entre os quais alguns vinculados a empréstimos subprime para a compra da casa própria. A maior parte das carteiras relacionadas a crédito imobiliário estão no fundo de empréstimos para compra de títulos.
Barclays
O Barclays pode precisar levantar mais 9 bilhões de libras em capital segundo analistas do Citigroup, que também informaram que o banco britânico pode sofrer novas baixas contábeis significativas com a deterioração dos mercados de crédito.
O Citigroup também informou que o Barclays deve cortar dividendo, apesar das garantias da instituição financeira de que irá pagar dividendo em dinheiro e que o pagamento anual ficará em linha com os 0,34 libra por ação do ano passado.
O Barclays, terceiro maior banco britânico, informou na quarta-feira passada que levantou 4,5 bilhões de libras junto a investidores que incluíram o governo do Catar e o Sumitomo Mitsui.
O Citigroup está se desfazendo de sua mesa de operações com recursos próprios (property trading desk) especializada em dívidas em default ou quase em default (distressed debt) e planeja terceirizar o negócio.
Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência, otimizar as funcionalidades do site e obter estatísticas de visita. Saiba mais.